MPF investiga condutas de agentes da PF e PRF na Vila Cruzeiro

O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar as condutas de agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal durante operação conjunta com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona norte da capital. A operação resultou na morte de 22 pessoas e sete feridos.


O Ministério Público do Rio de Janeiro também instaurou procedimento para apurar as circunstâncias das mortes ocorridas durante a operação. Em nota o MP informou que pediu à Polícia Civil que envie informações sobre os inquéritos policiais abertos para apurar os fatos e recomendou que todas as armas dos policiais envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para a perícia.


De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, esta já é a operação mais letal do Rio de Janeiro este ano e entre as vítimas desta terça-feira está Gabriele Ferreira da Cunha, de 41 anos, morta por uma bala perdida em uma comunidade vizinha à Vila Cruzeiro. Cecília Olliveira, diretora executiva do Instituto, questiona qual é o “ganho” de operações como essa, ela destaca que a história do Rio mostra que não há ganhos com esse tipo de operação.


A Polícia Militar informou que a ação tinha o objetivo de localizar e prender lideranças criminosas que estavam escondidas na comunidade, inclusive vindas de outros Estados. E que quando as equipes se preparavam para a incursão, eles começaram a fazer disparos de arma de fogo na parte alta da comunidade. A nota ainda diz que após cessarem os disparos, onze criminosos foram localizados feridos e houve apreensão de 13 fuzis, quatro pistolas e 12 granadas, além de drogas.

A Polícia Civil não respondeu sobre a apuração das mortes.


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