Delegações da Ucrânia e da Rússia se encontram na terça para nova reunião de paz

Delegações da Ucrânia e da Rússia se reúnem na terça-feira (29) para uma nova cúpula de paz a ser realizada na Turquia. O anúncio na noite deste domingo (27) partir de autoridades turcas. As últimas conversas em busca de um cessar-fogo estavam ocorrendo de maneira virtual.


As conversam vão acontecer no momento em que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou que o país está disposto a discutir a neutralidade em relação à Otan para chegar a um acordo de paz que paralise os ataques da Rússia. Em vídeo divulgado na noite de domingo (27), o ucraniano afirmou que terceiros teriam de avalizar e dar garantias de cumprimento de um futuro acordo, destacando que a população também terá de ser consultada.


O desejo de fazer parte da União Europeia consta em uma cláusula da Constituição do país e as idas e vindas para um acordo com o bloco europeu é alvo antigo de reclamações e manifestações na Ucrânia.


Zelensky, no entanto, disse que o país não abrirá mão da integridade e soberania territorial. Além do vídeo publicado, o presidente ucraniano concedeu entrevista à jornalistas russos para falar sobre um possível acordo de paz.


O presidente ucraniano já tinha dado declarações anteriores de que aceitaria discutir a neutralidade com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, já que os 30 países membros da aliança militar davam sinais de que não estariam dispostos a desagradar a Rússia.


O novo encontro de paz ficou acertado para ser realizado em Istambul, na Turquia. No dia 10 de março, os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia se encontraram no país de Erdogan no primeiro encontro do alto escalão de ambas as nações envolvidas no conflito.


Neste domingo (27), em conversa telefônica com Vladimir Putin, Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, pediu um cessar-fogo imediato na guerra entre Rússia e Ucrânia. O turco ainda disse ao russo que é preciso melhorar as condições humanitárias para os ucranianos.


A guerra começou no dia 24 de fevereiro quando as tropas russas bombardearam diferentes pontos da Ucrânia. Em mais de um mês de conflito, 3,8 milhões de pessoas deixaram o país e o número de deslocados internamente já passa de cinco milhões.

Vladimir Putin afirma que pretende “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia. O russo é contra a entrada do vizinho na Otan.


Não há prazo para o fim da guerra, embora o presidente russo tenha dito na sexta-feira (25) que a primeira etapa da “operação militar especial” tenha chegado ao fim e que as atenções atuais se voltariam a região de Donbass, no leste ucraniano, uma região de maioria separatista russa e que vive uma guerra civil desde 2014.



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