Em Saquarema, moradores ainda vivem as consequências da chuva da semana passada. Quem está nos abrigos da prefeitura reclama. A chuva forte já não cai desde o fim de semana na cidade, mas algumas ruas do bairro Boqueirão ainda estão alagadas. A água acumulada invadiu várias casas, mas a preocupação maior é com a proliferação de mosquitos. Boa parte dos desalojados foram levados para o CIEP.
Grande parte, das mais de cem pessoas decidiu ir embora por conta da falta de espaço. Cerca de 40 pessoas ocupam uma única sala, dividida com tapumes, algumas com problemas de saúde.
Saquarema foi uma das cidades mais afetadas na Região dos Lagos.Alguns bairros ficaram sem eletricidade. A RJ-106, que corta o município, ficou bloqueada por cinco dias por causa de alagamentos e queda de barreira. Até o cemitério municipal foi castigado pela chuva. Parte da estrutura desabou e túmulos foram destruídos. Em Jaconé, a Lagoa de Saquarema avançou 400 metros e inundou várias casas. Em algumas ruas, a situação ficou ainda mais grave.
A assessoria de comunicação de Saquarema informou que em função do pouco espaço no CIEP de Barra Nova, está providenciando um local maior, mas que ainda não sabe onde, e nem quando, as pessoas vão ser transferidas. Informou, também, que a Prefeitura está fornecendo cesta básica, água mineral e remédios. Em relação à reclamação do descaso da equipe da dengue, a Prefeitura disse que, assim que as águas baixarem, vão fazer vistoria no local para ver se existem focos do mosquito. Quanto a Jaconé, informou que, por ser uma região baixa, o local sempre alaga. No momento não há previsão de obras para Jaconé.
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